Firmino Gomes de Castro

COMERCIANTE,
EVANGÉLICO DA ASSEMBLEIA DE DEUS E POLÍTICO

(Nascimento 09.01.1921 / Falecimento 18.07.1986)

As pessoas mais antigas de Parnamirim ainda se recordam do seu refrão: Um, dois, três, Quatro, Firmino Gomes de Castro. Este era seu número numa das campanhas em que disputou o sonhado mandato de deputado estadual, em 1982.

Firmino de Castro nasceu em Cajueiro, um distrito de Touros, em 09 de janeiro de 1921. Seu pai chamava-se Vicente Firmino de Castro e sua mãe Joana Gomes de Castro. Ele foi alfabetizado no local do seu nascimento. Com sete anos foi para Natal morar com seus cinco irmãos. Lá continuou seus estudos e concluiu um curso da escola Técnico do Comercio (correspondente ao 2° grau).

Firmino chegou a Parnamirim em 1966 para aqui firmar. Porém, muito antes já havia estabelecido contatos, pois era comerciantes no ramo de café. Ao chegar, montou uma fábrica, o café Rio Grande, a primeira indústria de Parnamirim a trabalhar com torrefação e moagem.

Uma outra razão para sua decisão de se fixar em nossa comunidade foi sua família, mãe e irmãos, que aqui já moravam. Então, com muita coragem e decisão montou sua indústria, que funcionou de 1940 até 1984, ano em que encerrou suas atividades.

O empresário tentou a carreira política várias vezes mas não conseguiu ser eleito. Mesmo assim sempre foi bem votado, ficando na suplência e assumindo algumas vezes o cargo de deputado estadual no Palácio Jose Augusto. Ele foi também um dos primeiros avicultores do Rio Grande do Norte a produzir seus próprios pintos. Fez parte dos grupos Gideões Internacionais e da ADHONEP (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno).

Sua esposa chamava-se Irene Fernandes de Castro, Faleceu em 1986. São Filhos do casal Iris de Castro, Isis de Castro, Iara de Castro, João, Jessé, Ilma, Jeremias, Juscelino, Firmino Jr., Rosirene e Isméria. Algumas filhas são professoras, outros são comerciantes e advogados.

A maior virtude de Firmino Gomes de Castro era ser crente em Jesus Cristo e gostar de praticar a caridade. Na juventude foi mariano, porém mais tarde aceito unicamente Jesus como seu Salvador, dentro da concepção adotada pelas igrejas reformadas.

Firmino morreu fiel ao seu ideal, num desastre automobilístico durante a campanha que elegeu o Governador Geraldo Melo. O acidente aconteceu nas proximidades de caiçara do Rio dos Ventos, quando regressava de Patu para Parnamirim.